A CONFISSÃO DE UM FALSO MITO.

 



Um louco, com nome estranho, e com falsa confissão, engana um monte de pessoas com falsas promessas eleitoreiras. Em vida, tendo sido péssimo homem, depois de eleito, ganhou reputação de santo e é chamado de Mito.




Caros senhores. A pior coisa de um homem que pode acontecer é ele ser enganado duas vezes. E muitos o foram com as promessas de um homem que, durante trinta anos foi um funcionário de segundo escalão e de repente, por um surto de cólera coletiva, se viu presidente. 

  • Meu Deus. Virei presidente. E agora? 

  • Chame o Guedes. Ele vai solucionar. Disse um outro. 

Não demorou e este ser estranho, após a ressurreição da facada que levou de outro doido enviado do país das maravilhas, o senhor das bananas, voltou e se sentiu a última bolacha do pacote. 

Quis ser Messias. E foi. Afinal, carregava o nome do próprio nome na identidade.

Quando saiu às ruas, disse seu discurso revolucionário com poucas palavras e muitos gestos.

  • Vou combater o mal com o bem.

  • Meu Deus. Como ele é inteligente. Disseram todos e logo se ajoelharam demonstrando obediência.

  • Ele é um Mito. Mito! Mito! Mito! 

Gritaram tanto, e quando ele dizia qualquer coisa, eles ajoelharam dando continência e faziam o seguinte sinal.

  • Meu Deus. Ele é demais! É muito culto! É um mito.

E assim foi. Durante os primeiros dias como presidente, montou sua equipe. Escolheu a dedo seus ministros. Entre eles havia uma mulher, que, segundo a lenda, tinha delírios noturnos.

Seu nome era Joana, mais conhecida como a Maria doida. Aquele que cheira cola e tem visões psicodélicas.

Dizem que quando assumiu o cargo de ministra dos direitos humanos disse:

  • Menino veste azul. Menina veste rosa.

Foi o delírio geral dos fiéis de plantão. Gritaram alucinadamente, era um verdadeiro momento de cólera, um significado tão intenso e profundo do tamanho de um pires. 

Um menino que estava ali e ouviu o discurso da ministra, disse a mãe.

  • Na escola eu aprendi diferente mãe. Que eu saiba essa história de azul e rosa não é assim.

  • Cala-te menino! Ela está certa. Sempre foi assim. Isso é coisa de comunista que fica pondo delírios na tua cabeça. Uma nova era inicia. Fogo nos fantasmas vermelhos!

O menino olhou a mãe com medo. Pela primeira vez a viu com um rosto deturpado. Não sabia que seus admiradores eram assim: fanáticos. 


***


Além de medo, o pavor invadiu seu coração. Saiu correndo sem saber para onde.

A mãe vai atrás do menino, o coloca no seu devido lugar e diz.

  • Esse é o nosso novo presidente. Ele é um mito. Não vê os gestos dele? É incomparável! Ele é demais. Vai revolucionar o país.

Foram embora e nada disseram.





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