Deus é dinheiro.
Em uma sociedade onde dinheiro é Deus supremo, que valor tem o amor, amizade e as relações sociais?
Nenhum.
Sendo um fetiche a vida em si, grande parte dos valores humanos tornam-se moeda de troca. O desejo torna-se consumo. E amor, amizade, sexo, companhia viram moeda de troca e só são adquiridos a base de compra.
Caso não tenha capital, sua vida será motivo de queixa para muitos que se ajoelham e endeusam o dinheiro: ser supremo de todas as coisas.
É preciso vencer na vida. É o que todos dizem. Mas tal atitude implica em duas coisas: anular-se e se auto escravizar. Pois, este vencer na vida pressupõe você ter muito capital para ter uma casa, família, dinheiro e uma vida chata, burocrática, conforme a sociedade e o rebanho querem.
Felicidade sem capital nesta sociedade é impossível.
O que seria a paz de espírito neste contexto? Somente quando tiver muito, mas muito capital. Aí sim, depois de acumular muito será digno de tê-la.
Deus não morreu. Virou dinheiro metamorfoseado em inúmeras técnicas de fetiche em que o próprio indivíduo escraviza-se e ainda se acha livre.
Uma decadência de vida, repleta de ilusão, e travestida de "felicidade".

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