Um ser à destruição do outro ser: sobre a causa palestina.
Edward Said. Símbolo de resistência palestina I Começo dizendo que se faz mais do que necessário a filosofia brasileira pensar os problemas contemporâneos. Em específico, nós latino americanos, brasileiros, colonizados até o último fio de cabelo, não temos o costume de pensar com a própria cabeça. Eu mesmo durante décadas, desde minha entrada na graduação, até o doutorado, pensei com a cabeça dos outros. Formei-me com um PHD nos Estados Unidos, uma formação sólida, mas fraca no que diz respeito à causa brasileira/latino americana. Somente após o doutorado comecei a entrar em contato com obras que explicam nossa região. Isso é um exemplo de colonialismo! Sabia muita coisa fora do meu país, mas nada a respeito de nós hermanos. Claro que a questão colocada aqui rende pano pra manga. O que seria pensar com a cabeça dos outros? O conhecimento ao longo dos anos não é fruto de inúmeras interações entre os homens? E como seria possível pensar com a própria cabeça? Começo...